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Filipa Martins recebeu Prémio Literário Manuel de Boaventura

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28 Jun

Prémio Manuel Boaventura 1

O Município de Esposende entregou hoje o Prémio Literário Manuel de Boaventura à escritora Filipa Martins que concorreu com o romance “Na Memória dos Rouxinóis”. A cerimónia decorreu no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende, na presença do presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira e da vereadora da Cultura, Angélica Cruz e dos membros do júri, Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho, e André Correa de Sá, da Universidade de Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos da América. Em representação da família de Manuel de Boaventura marcou presença João Armando Boaventura e Silva.

“Aposta sublinhada e contínua na defesa da obra cultural”, assim percecionou a própria galardoada, Filipa Martins, a ação da Câmara Municipal de Esposende que, nesta segunda edição do Prémio Literário Manuel de Boaventura, contou com a apresentação de 110 obras a concurso.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, lembrou que a ideia subjacente à criação deste prémio literário “teve dois objetivos específicos como fundamento: a vontade de homenagear e divulgar o autor que deu o nome ao prémio - Manuel de Boaventura - e a necessidade de incentivar a criatividade literária e o gosto pela escrita e pela leitura”. Porém, este prémio insere-se, ainda, na política de desenvolvimento cultural do Município de Esposende, nomeadamente na ação associada à leitura, reforçada com o Plano de Combate da Iliteracia, em curso no concelho.

A escritora Filipa Martins defendeu o papel da memória – fio condutor da sua obra -, enquanto aliada da humanidade, para recordar que “na 2.ª Grande Guerra, registaram-se 45 milhões de refugiados e, de 2015 até hoje, registaram-se 33 mil pessoas refugiadas e 12 mil morreram na rota migratória. Um continente que foi ajudado vira agora costas à ajuda”, advertiu.

Filipa Martins entende que “as memórias ligam-se umas às outras por caminhos insondáveis”, razão pela qual estabeleceu o paralelismo com Manuel de Boaventura “que foi reprodutor de lendas e narrativas e o meu romance tem a linha condutora do esquecimento”.

Sérgio Guimarães de Sousa, do júri, destacou “a originalidade do enredo, num romance escrito com muita minúcia e domínio do estilo”. Já André Correa de Sá apontou o “domínio muito correto da narrativa, por parte da autora, ficando como lição deste livro a ideia que podemos encontrar sempre mecanismos de autocriação”.
João Armando Boaventura e Silva revelou “gratidão e uma profunda emoção, pela iniciativa do Município de Esposende que perpetua o nome de Manuel de Boaventura na memória coletiva”.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura foi criado com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura, natural de Vila Chã, Esposende. No valor pecuniário de 7 500 euros, o Prémio tem periodicidade bienal, contemplando a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa. A cerimónia foi complementada pela atuação de professores da Escola de Música de Esposende.

Esta postura enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, nomeadamente Educação de Qualidade, Cidades e Comunidades Sustentáveis.